O câncer de mama é a neoplasia mais prevalente nas mulheres, em torno de 30% de todos os tipos de câncer, enquanto no sexo masculino é responsável por apenas 1% dos casos. No mundo, é a primeira causa de morte por câncer em mulheres. A incidência e a mortalidade variam de acordo com a etnia, região territorial e nível socioeconômico.
O terceiro Consenso do World Cancer Research Fund e o Guia de Atividade Física e Câncer da Sociedade Brasileira de Oncologia abordam a importância da mulher ser fisicamente ativa na prevenção e durante o tratamento do câncer de mama, trazendo diversos tipos de atividade física, desde atividades domésticas (como a jardinagem), ocupacionais e recreacionais, até as sistematizadas, apropriadamente denominadas como exercício físico, que são atividades com prescrição estabelecida de frequência, intensidade, tempo e tipo (aeróbico, resistido e combinado).
A figura a seguir esquematiza os mecanismos pelos quais o exercício físico pode exercer influência sobre os hallmarks (conjunto de capacidades adquiridas pelas células humanas no processo de transformação neoplásica) do câncer no câncer de mama. Adaptado de “Hallmarks of cancer”, by BioRender.com.

A literatura sugere que mulheres praticantes de exercício físico regulares apresentam menor risco de câncer de mama, entre 10 e 25%, quando comparadas às mulheres menos ativas. Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil recomendaram, tanto para a população adulta (18 a 64 anos) em geral, quanto para sobreviventes de câncer de mama, a prática de pelo menos 150 a 300 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, ou pelo menos 75 a 150 minutos semanais de intensidade vigorosa, ou, ainda, uma combinação equivalente de atividades moderadas e vigorosas no decorrer da semana.
Vamos começar a praticar alguma modalidade que você goste para prevenção do câncer de mama?
Por: Bianca Tiriba (CEO Body Mobility Studio)




